O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou pela primeira vez a prisão na Polícia Federal, em Brasília, e foi levado na manhã de hoje para o hospital onde será operado amanhã.
O que aconteceu
Bolsonaro foi transferido em comboio de carros da PF ao Hospital DF Star, onde foi internado. Ele tem hérnia inguinal bilateral, e a perícia médica realizada pela PF concluiu que ele precisa passar por procedimento cirúrgico — o problema afeta os dois lados da região da virilha. Esta será a oitava cirurgia a que Bolsonaro será submetido desde que foi atingido por uma facada em 2018.
Ex-presidente passa por exame de risco cardiológico. Antes, foi coletado sangue para um hemograma completo. Ambos são exigidos antes de uma cirurgia.
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Ontem, o ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou a cirurgia, a pedido da defesa. Moraes liberou apenas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como acompanhante do ex-presidente.

Sem a permissão para ser acompanhante, Carlos Bolsonaro apareceu na porta do hospital. “Aqui é um lugar público”, justificou o ex-vereador à imprensa. A defesa havia pedido que os filhos Carlos e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fossem acompanhantes secundários, quando necessário, mas Moraes determinou que qualquer visita deve ser autorizada previamente pelo Supremo.
Michelle postou ao chegar ao hospital: “Peço intercessão e orações por ele e por toda a equipe médica. Confiamos plenamente naquele que vive e reina: o nosso Redentor vive. Estarei sem o aparelho celular enquanto estiver em seu leito.”
Celulares foram vetados durante a internação de Bolsonaro, determinou Moraes. “Está vedado o ingresso no quarto hospitalar de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo obviamente os equipamentos médicos, devendo a Polícia Federal assegurar o cumprimento da restrição”, decidiu o ministro do STF ontem.
Cirurgia mais simples
A chegada do médico de Bolsonaro é aguardada para o começo da tarde. Cláudio Birolini está em deslocamento para o hospital.
O cirurgião declarou que esta operação é mais simples que a última, que demorou 12 horas. “É muito mais simples por se tratar de um procedimento padronizado e realizado de forma eletiva. A outra foi uma cirurgia não regrada, em uma situação de emergência no que chamamos de um ‘abdome hostil'”, disse Birolini ao Broadcast.
Ainda não há definição sobre boletim médico. A única informação confirmada é que o hospital não se manifestará até os laudos dos exames serem concluídos.

Segurança está reforçada. Há um carro da Polícia Militar na frente do DF Star, e outra viatura está parada na esquina da rua que leva ao hospital.
A presença de Bolsonaro não atraiu a militância à porta do hospital. Há uma única apoiadora enrolada na bandeira de Israel. Nem mesmo youtubers bolsonaristas apareceram.
Regras para a saída da prisão
O ministro do STF também ordenou uma série de regras para a saída de Bolsonaro da prisão. O transporte e segurança do ex-presidente, segundo Moraes, devem ser realizados pela PF discretamente, e o desembarque no DF Star deveria ocorrer na garagem do hospital — como aconteceu.
Polícia Federal deve garantir segurança e fiscalização 24 horas, ordenou Moraes. A corporação deve manter ao menos dois agentes na porta do quarto do hospital, além de equipes dentro e fora do hospital.
Fonte:UOL.

