Tainara Souza Santos, de 31 anos, morreu na última quarta-feira (24/12) depois de passar 25 dias internada no Hospital das Clínicas.
Dor, tristeza e revolta marcam a despedida de Tainara Souza Santos, de 31 anos, que morreu na última quarta-feira (24/12) depois de passar 25 dias internada no Hospital das Clínicas. Em vários momentos, o velório dela, no Cemitério São Pedro, na Vila Alpina, zona leste da capital paulista, virou um ato contra os feminicídios em São Paulo.
Veja o vídeo:https://youtu.be/2byJxBhq28U?si=qZRTXp9Jb9xpGB8H
“A gente está aqui pra pedir justiça pela Tainara e pelas outras mulheres que morrem todos os dias. Todos os dias a gente vê no jornal uma notícia. Até quando?”, disse Ingrid Rodrigues Barros, de 27 anos, amiga da jovem.
“O que aconteceu com a Tainara pode acontecer com qualquer outra mulher. O que a gente quer é que as autoridades vejam o que está acontecendo e mudem as leis do país”, disse Sueli, vizinha de Tainara.
Crime contra Tainara
•Segundo as investigações, o criminoso conhecia Tainara, com quem teve um relacionamento casual. Ele agiu por ciúmes e por não aceitar o fim do relacionamento.
•Kauan tentou desestimular Douglas e insistiu para que o homem parasse o carro enquanto a mulher era arrastada na Marginal.
•O delegado Augusto Bícego também afirmou que Douglas não parou o veículo e Tainara só escapou porque o corpo se desprendeu.
•A irmã de Tainara afirmou que Douglas já a perseguia havia tempos e que os dois nunca chegaram a ter um relacionamento sério.
“Me dá uma garantia que eu não vou morrer? A gente não tem”, disse Celia Valentim, que é representante de um movimento voltado ao apoio a familiares de vítimas de violência.Nas rodas de conversa que se formaram durante o velório, as pessoas lembravam com revolta a cena que chocou o país: Tainara sendo arrastada por quase um 1 km, na Marginal Tietê.
Morte de Tainara
Tainara morreu na véspera do Natal, quase um mês após ser atropelada e arrastada por Douglas Alves da Silva, de 26 anos, depois que deixou um bar na zona norte de São Paulo. Ele está preso desde 30 de novembro.
Naquele dia, a jovem tinha passado a madrugada em uma festa com uma amiga e um rapaz. Douglas tinha saído algumas vezes com Tainara, mas não tiveram um relacionamento sério, de acordo com a família.
Ela sobreviveu ao atropelamento, mas precisou ser internada por causa dos ferimentos graves em todo o corpo. Na última segunda-feira (22/12), Tainara, que já havia passado por duas amputações, enfrentou mais uma cirurgia, na altura da coxa, para reconstruir parte dos glúteos.
Mãe de duas crianças, uma menina de 8 e um menino de 12 anos, ela gostava de dançar e era descrita pelos amigos e familiares como uma mulher alegre e divertida.
A morte de Tainara foi confirmada pela própria mãe da vítima, Lúcia Aparecida da Silva, em uma publicação nas redes sociais.
“Oi, meus amores, boa noite. É com muita dor que venho avisar, que nossa ‘guerreirinha’ Tay nos deixou. Descansou, agradeço desde já todas as mensagens de oração, carinho e amor que vocês tiveram comigo e pela minha filha. Ela acabou de partir desse mundo cruel e está com Deus. É uma dor enorme. Mas acabou o sofrimento e agora é pedir por justiça”, disse em uma postagem no Instagram.
Tainara era torcedora do Apache Futebol Clube, time de várzea. Um bandeirão com sua foto, o nome do clube e uma mensagem foi colocado em frente à sala onde ocorreu o velório. “Você é um exemplo de força. Estamos com você”, dizia a homenagem.
Fonte:Metropoles.

