Polícia encontra corpo que seria de PM desaparecido após discussão; veja

Fabrício estava desaparecido desde quarta-feira (7), após se envolver em uma discussão com um homem ligado ao tráfico.

Um corpo que seria do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, foi encontrado na manhã deste domingo (11) na região de Embu-Guaçu, na Grande São Paulo.

Fabrício está desaparecido desde quarta-feira (7), após se envolver em uma discussão com um homem ligado ao tráfico na Avenida dos Funcionários Públicos, na zona sul de São Paulo.

Segundo informações da Polícia, o corpo foi encontrado em uma região de mata de um sítio e passará por perícia para confirmar a identificação. O caseiro foi preso temporariamente. Além dele, outras três pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no desaparecimento. 

Na última quinta-feira (8), o veículo de Fabrício, um Ford Ka, foi encontrado carbonizado na Rua Richard Arnold Beck, Itapecerica da Serra, Grande São Paulo.

Desaparecimento

A investigação sobre o desaparecimento do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, aponta que ele teria sido levado a um chamado “tribunal do crime” após se envolver em uma discussão com um homem ligado ao tráfico de drogas.

De acordo com a apuração da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o PM estava de férias quando teve uma desavença inicial na Avenida dos Funcionários Públicos. Horas depois, ele voltou a se encontrar com o mesmo homem em uma adega da região.  Na tarde de quinta-feira (8), o carro do policial, um Ford Ka, foi encontrado carbonizado em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.

Um dos presos relatou em depoimento que estava com Fabrício quando ambos foram abordados por um homem conhecido como “Gato Preto”, que mencionou a repercussão da discussão envolvendo um policial. Segundo esse relato, Fabrício demonstrou nervosismo e decidiu ir até uma área dominada pelo tráfico, conhecida como “biqueira”. No local, eles teriam sido recepcionados por cerca de seis pessoas e imediatamente separados.

Ainda segundo o depoimento, os criminosos perguntaram se Fabrício estava armado e retiraram dois revólveres do policial. O homem que prestou o depoimento afirmou que foi levado a um ponto mais estreito da rua, onde ficou por cerca de duas horas sendo questionado, enquanto Fabrício permaneceu sob o controle do grupo.

Em determinado momento, um dos envolvidos teria afirmado que o policial seria morto. Ao ser liberado, ele ouviu que Fabrício já estaria morto e percebeu que o veículo do PM não estava mais no local.

Fonte:CNN Brasil.